E mais uma noite, isolada em meu próprio mundo túrbido,
divagando entre idéias, possíveis direções e explicações, passo a fantasiar e
buscar consolo no clássico método da “caneta e papel”. Por mais estúpida que
seja a idéia de entender totalmente o outro, difícil se torna para mim fugir
desta condição. Talvez, se pudéssemos
ativar um dispositivo interno que nos possibilitasse conhecer o íntimo dos que
nos rodeiam , as coisas se tornassem mais fáceis de lidar. Besteira, eu sei.
Pensar demais: Às vezes o veneno... às vezes o antídoto.
Sinceramente, não sei eu qual forma se encontra para mim agora.
O silêncio toma conta do cômodo todo, os ruídos de minha
mente inquieta enfim começam a incomodar. Na xícara de café minha imagem se
reflete, sorte que não pode refletir minha incomplexidade e falta de fé.
Queria que as palavras simplesmente pudessem reverberar de
dentro de mim, formando um texto que magicamente me deixasse mais leve. Porém,
de tanto excogitar causas perdidas, volto ao início daquilo o qual fim não houve,
e provavelmente nem haverá.






