Parado diante de si mesmo, tentando cuspir para fora qualquer tipo de compreensão sincera o suficiente para entender um pouco do que havia se tornado. Via-se como perante um espelho com diversas faces de sua alma onde cada uma delas indicava seus medos, defeitos, inseguranças, erros, e cada mínimo detalhe que, por mais escondido que estivesse se encontrava ali, cravado em algum lugar do seu ser.
Pensando os mistérios de sua existência, buscando explicações para cada reflexo daquele espelho, desenterrando caminhos, relembrando objetivos e cavando buracos interiores em busca dos sonhos que se perderam no caminho. Via-se diante do labirinto da vida, confuso com tamanhos os detalhes envolventes à sua história, repensando escolhas e rotas perdidas.
Agiste certo até aquele momento? Fizeste as escolhas certas? Nunca saberia. O que sabia estava exatamente ali, na sua frente. E o que lhe restava era simplesmente aprender a lidar.

